sábado, 14 de março de 2015

Tratamentos sem ou com pressão.

TRATAMENTOS SEM E COM PRESSÃO

Tratamento sem pressão efetiva
O processo de imersão ganhou substancial importância com o advento da norma NBR 7190 – Projeto de Estruturas de Madeira, onde foram inclusas as classes de uso, a seguir apresentadas.
Categoria
de uso

Condição de uso da madeira

Organismos xilófagos
1Interior de construções, fora de contato com o solo, fundações ou alvenaria, protegidos das intempéries, das fontes internas de umidade e locais livres do acesso de cupins- subterrâneos ou arborícolas.
Cupim-de-madeira-seca
Broca-de-madeira
2Interior de construções, em contato com a alvenaria, sem contato com o solo ou fundações, protegidos das intempéries e das fontes internas de umidade.
Cupim-de-madeira-seca
Broca-de-madeira
Cupim-subterrâneo
Cupim-arborícola
3Interior de construções, fora de contato com o solo e protegidos das intempéries, que podem, ocasionalmente, ser expostos a fontes de umidade.
Cupim-de-madeira-seca
Broca-de-madeira
Cupim-subterrâneo
Cupim-arborícola
Fungo embolorador/manchador
Fungo apodrecedor
4Uso exterior, fora de contato com o solo e sujeito as intempéries.
Cupim-de-madeira-seca
Broca-de-madeira
Cupim-subterrâneo
Cupim-arborícola
Fungo embolorador/manchador
Fungo apodrecedor
5Contato com o solo, água doce e outras situações favoráveis à deterioração, como engaste em concreto e alvenaria.
Cupim-de-madeira-seca
Broca-de-madeira
Cupim-subterrâneo
Cupim-arborícola
Fungo embolorador/manchador
Fungo apodrecedor
6Exposição à água salgada ou salobra.
Perfurador marinho
Fungo embolorador/manchador
Fungo apodrecedor
Fonte: NBR 7190 – Projetos de Estruturas de Madeira.
Tabela 1 – Categorias de uso da Madeira Preservada
Nestas categorias de uso as classes 1, 2 e 3 dizem respeito à madeira usada em construção civil ao abrigo das intempéries e, no máximo, com umedecimento temporário. Para as retenções de preservativos recomendadas para essas três classes de uso e para madeira de elevada permeabilidade, caso da madeira de Pinus, o processo de imersão simples pode atender às exigências de uso.
Esse processo de imersão é o mesmo descrito no pré-tratamento sendo que, nessas situações, a Montana Química recomenda o uso do produto OSMOSE TI-20, que apresenta as seguintes características: é um preservativo de ação fungicida e inseticida à base de piretróide e carbamato, formulado para tratamento de madeira seca, a ser usada sem contacto direto com o solo. É ideal para aplicação em casas pré-fabricadas, móveis, portas, janelas, embalagens, paletes, forros, divisórias, carretéis e estruturas de telhado.
Os chamados “processos caseiros” já foram muito usados em construções rurais, principalmente quando o parque industrial brasileiro contava com poucas unidades industriais para tratamento de madeira. O uso desses processos caseiros vem sendo bastante limitado, por permitir que pessoas sem habilitação técnica, tratem sua própria madeira, com riscos de intoxicação e danos ao meio ambiente. Entre os processos caseiros podem ser citados: imersão simples, imersão prolongada, difusão, transpiração radial ou substituição da seiva e banho quente-frio.
A Montana Química não incentiva o emprego dos porcessos caseiros devido às restrições apontadas.
Recomenda-se aos produtores rurais que desejarem maiores informações, e que tenham nesses métodos sua única opção de acesso à madeira tratada, que procurem o apoio de um engenheiro agrônomo das Cooperativas de Apoio Técnico Integral (CATI) da Regional da Secretaria Estadual da Agricultura na sua área de atuação.
 Tratamento com pressão
 3.1. Processo de Célula Cheia (Bethell/Burnett)
A exigência para esse tipo de tratamento é que a umidade da madeira esteja abaixo do ponto de saturação das fibras (~ < 30% de umidade) para que os lúmens das células da madeira estejam livres e, portanto, aptos ao recebimento da solução preservativa.
Esse processo é efetuado em unidades industriais chamadas Usinas de Preservação de Madeiras (UPMs) que dispõem de autoclave, bombas de vácuo, de transferência e pressão, além de tanques de armazenagem, de medição e outros equipamentos acessórios. Existem, basicamente, três processos industriais: um de célula cheia (processo Bethell) e dois de célula vazia (processos Lowry e Rueping), assim designados conforme o lúmen das células de madeira fiquem total ou parcialmente preenchidos pela solução preservativa.
O mais comum e usado é o chamado processo Bethell, patenteado em 1838 por John Bethell e que pode ser visto no vídeo abaixo e, em forma de gráfico, na figura 5.

Figura 4: Representação esquemática do Processo de Célula Cheia
Para tratamento de madeira pelo processo de Célula Cheia, a Montana Química disponibiliza dois produtos que são os mais usados nas indústrias de preservação de Madeiras do Brasil: o Osmose K-33 C e o MOQ OX 50 – CCB-O, cujas formulações e informações técnicas podem ser encontradas no ícone Indústrias do site da Montana.
Figura 5: Representação gráfica do Processo de Célula Cheia
Processo de Duplo Vácuo (Vac-Vac)
Outro processo que tem sido usado com alguma frequência para tratamento de madeira destinada à construção civil é o de duplo-vácuo (vac-vac), com emprego dos chamados preservativos LOSP, sigla em inglês para “Light Organic Soluble Preservatives”, ou Preservativos Oleossolúveis Leves. Um preservativo clássico nesta categoria é o TI-20, da Montana Química, composto por cipermetrina (inseticida piretróide), IPBC (fungicida – iodo propinil butil carbamato), tendo como solvente um veículo orgânico de baixa densidade como aguarrás, nafta, etc.
O sistema de duplo vácuo possui a seguintes fases:
 Ø  vácuo inicial reduzido (200 mm de Hg a 250 mm de Hg);
Ø  enchimento da autoclave, aproveitando o vácuo inicial existente; se for necessário, o enchimento pode ser completado com auxílio da bomba de transferência, para que não permaneça ar no interior da autoclave;
Ø  retorno à pressão atmosférica para madeiras muito permeáveis ou
Ø  aplicação de pressão reduzida de 1 kgf/cm² a 2 kgf/cm², para madeiras menos permeáveis;
Ø  vácuo final mais intenso do que o inicial e de maior duração, para eliminação do excesso de preservativo.
Atualmente esse processo é mais usado na Europa, para tratamento de peças de madeira como esquadrias de janelas e portas, mas para espécies com razoável permeabilidade.
Outros processos sob pressão:
Existem outros processos que operam sob pressão e que não foram descritos neste artigo por não terem a mesma importância comercial dos demais. Entre eles podem ser citados: processo MSU, processo Q, processo das pressões oscilantes, processo Boulton, processo de altas pressões, processo com CO2  supercrítico, etc. Para se ter uma ideia este último, por exemplo, tem uma única usina em operação comercial na Dinamarca.
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Floresta Plantada e Reflorestamento

FLORESTA PLANTADA E REFLORESTAMENTO

Florestas plantadas são aquelas destinadas à recuperação de uma área degradada, onde anteriormente havia cobertura vegetal local reconhecida como floresta. Muitas vezes, o termo reflorestamento é utilizado para se referir a uma área utilizada para o cultivo de espécies de interesse comercial. Porém, não é correto falar em reflorestamento se a área de cultivo nunca foi coberta por uma floresta. Chama-se florestamento a implantação de florestas em áreas que não eram florestadas naturalmente, com objetivos específicos comerciais. Podem ser formadas por espécies nativas ou exóticas.
Em 1965, a Lei n° 4771 estabeleceu incentivos fiscais para o reflorestamento no Brasil. Este benefício fiscal durou 23 anos. Por paradoxal que pareça, foi justamente a partir de 1988 que houve um fortalecimento da política florestal brasileira, pois durante o período de incentivos a produtividade era baixa, havia insuficiência de conhecimentos, além de falhas na legislação e na fiscalização.
De qualquer forma, foi o ponto de partida para que em 2007 o Brasil passasse a ter uma área reflorestada de 5,6 milhões de hectares, representada por diversas espécies de eucalipto (67%) e de Pinus (33%).
A região sudeste é a mais bem aquinhoada em termos de reflorestamento, onde se encontram os maiores plantios de eucalipto nos Estados e Minas Gerais e de São Paulo, enquanto que Paraná e Santa Catarina respondem pelas maiores áreas com florestas de Pinus.
Hoje, esse formidável potencial madeireiro, concentrado na região de maior desenvolvimento econômico do país, tem forte componente ecológico pois, corretamente trabalhado, representa um alívio sobre a demanda de madeiras nativas provenientes da Amazônia. Assim, as autoridades podem fiscalizar com maior facilidade o desmatamento descontrolado e, sendo assim, a madeira certificada ocupará um lugar definitivo no mercado. Além disso, madeiras de ciclo rápido como as de reflorestamento, que têm sua fase de crescimento acelerada sob as condições climáticas brasileiras, possuem um grande potencial de armazenamento de CO2.
Os termos da equação estão aí. O desafio é determinar os seus coeficientes de ajuste, representados por políticas adequadas, fiscalização e divulgação. Com toda a certeza, a divulgação pode quebrar dois grandes paradigmas: o primeiro é o desconhecimento tecnológico. O outro é o preconceito contra o uso intensivo da madeira, principalmente na construção civil.
Neste momento, em que as atenções internacionais estão voltadas para o que acontece na Amazônia, é preciso competência e tenacidade para que a madeira reflorestada possa cumprir o seu papel em toda a sua plenitude no Brasil.
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Floresta Amazônica

Floresta Amazônica

A extensão total da Floresta Amazônica é de aproximadamente sete milhões de quilômetros quadrados, sobrepondo-se à área da bacia hidrográfica do Amazonas, incluindo a bacia dos rios Araguaia e Tocantins. A Floresta Amazônica é distribuída da seguinte forma:
  • 60% dentro do território nacional;
  • 40% em território estrangeiro, distribuídos entre Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela.
Os 60% correspondentes ao Brasil constituem a chamada Amazônia Legal e englobam nove Estados brasileiros, correspondendo à totalidade dos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Estado do Maranhão, perfazendo uma superfície de aproximadamente 5.217.423 quilômetros quadrados.
A Floresta Amazônica é constituída por:
  • 38% (1,9 milhão de quilômetros quadrados) de florestas densas;
  • 36% (1,8 milhão de quilômetros quadrados) de florestas não densas;
  • 14% (700 mil quilômetros quadrados) de vegetação aberta, como cerrados e campos naturais
  • 12% ocupada por vegetação secundária e atividades agrícolas.
Era considerada erroneamente como o "pulmão do mundo ". Foi comprovado cientificamente que a Floresta Amazônica consome cerca de 65% do oxigênio que produz pela fotossíntese, com a respiração e transpiração das plantas. Atualmente, aceita-se o conceito de "ar-condicionado do mundo ", devido à intensa evaporação de água da bacia. A corrente de ar e a intensa atividade biológica contribuem para manter a temperatura média do planeta e retardar o efeito estufa.
Há predomínio de temperaturas médias anuais entre 22°C e 28ºC. O total de chuvas varia de 1.400 a 3.500 milímetros por ano. O clima caracteriza duas épocas distintas: a seca e a chuvosa. É classificado como equatorial quente úmido ou subúmido, dependendo da região.
A Floresta Amazônica passa por grandes modificações devido ao desmatamento descontrolado. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) estima que o desmatamento no período de agosto de 2005 a agosto de 2006 seja de 14.039 quilômetros quadrados, com uma margem de erro de 4%.
As quatro principais causas apontadas para o desmatamento na região são:
  • legislação da ocupação da terra;
  • produção de alimentos (projetos agropecuários);
  • infraestrutura (estradas, hidrelétricas, etc.);
  • extração de recursos naturais (minerais e florestais).
Vale lembrar que a exploração madeireira não é a principal causa da destruição das florestas tropicais no Brasil, embora os madeireiros sejam considerados os principais vilões pela opinião pública em geral.
O gráfico abaixo mostra a taxa de desmatamento da Floresta Amazônica, em quilômetros quadrados por ano, entre 1988 e 2008.
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Mata Atlântica

Mata Atlântica

A Mata Atlântica originalmente cobria o litoral brasileiro de ponta a ponta. Estendia-se do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul e ocupava uma área de 1,3 milhão de quilômetros quadrados. Era a segunda maior floresta tropical úmida do Brasil, só comparável à Floresta Amazônica. Atualmente, restam apenas cerca de 5% de sua extensão original, aproximadamente 52 mil km².
Em alguns lugares, como no Rio Grande do Norte, não são encontrados nem vestígios dessa vegetação. Hoje, a maior parte da área litorânea que era coberta pela Mata Atlântica é ocupada por grandes cidades, pastos e agricultura. Porém, ainda restam manchas da floresta na Serra do Mar e na Serra da Mantiqueira, no sudeste do Brasil.
Seu clima é equatorial ao norte e quente temperado úmido ao sul, com temperaturas médias elevadas durante o ano todo e não apenas no verão. A alta pluviosidade nessa região deve-se à barreira que a serra constitui para os ventos que sopram do mar. Seu solo é pobre e a topografia é bastante acidentada. No interior da mata, devido à densidade da vegetação, a luz é reduzida.
Esse tipo de formação florestal recebe várias denominações, todas corretas: floresta latifoliada tropical úmida de encosta (segundo a classificação de Andrade-Lima), mata pluvial tropical (segundo Romariz) e Mata Atlântica (denominação geral).
Atualmente, grande parte da Floresta Atlântica está protegida por leis de conservação e preservação, coibindo, na medida do possível, a exploração predatória que vinha sofrendo.
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Mata dos Cocais

Mata dos Cocais

A Mata dos Cocais é uma floresta de transição situada na região do nordeste brasileiro, entre a caatinga e o cerrado. Encontramos esta formação florestal principalmente no norte dos estados do Maranhão e do Piauí. As árvores típicas da Mata dos Cocais são o babaçu (em maior quantidade), carnaúba, oiticica e buriti.
É uma floresta de estrato arbóreo mais baixo em relação às florestas mais densas. Lá são encontradas diversas espécies de arbustos e vegetações de pequeno porte, predominando sempre as palmáceas.
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Mata de Araucárias

Mata de Araucárias

A Mata das Araucárias, também conhecida como Mata dos Pinhais, é uma floresta subtropical e pode ser encontrada na região Sul do Brasil, nos Estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e com ocorrências esparsas em Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Esta floresta caracteriza-se pela ocorrência dominante da espécie Araucaria angustifolia, conhecido como Pinheiro-do-Paraná. Nessas florestas ocorrem outras espécies, que foram muito exploradas comercialmente em passado recente, como o Cedro, a Imbuía e vários outros tipos de Canelas. O alto volume de madeiras de boa qualidade presente possibilitou sua exploração industrial por algumas décadas.
Os pinheiros são árvores altas, medindo em média de 20 a 30 metros de altura. São usualmente conhecidos como coníferas por causa do formato geralmente triangular da copa. Outra particularidade é o formato de folhas deste tipo de árvore, em forma de agulha. Por isso a floresta pode também ser chamada de aciculifoliar.
Assim como outras formações florestais do Brasil, a Mata das Araucárias encontra-se em processo de degradação. Nas últimas décadas, sua extensão diminuiu significativamente. Este processo ocorre em função do corte ilegal de árvores, que são destinadas à produção de madeira para fabricação de móveis, papel, resinas, entre outras. A abertura de novas áreas destinadas à agricultura e à pecuária também tem contribuído para o desmatamento. Ambientalistas afirmam que, aproximadamente, 95% da mata nativa foi derrubada nas últimas décadas.
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Guia da Madeira

GUIA DA MADEIRA

Apresenta-se num formato condensado e dinâmico um conjunto de informações técnicas sobre a madeira. Trata-se de um guia útil tanto para o setor produtivo, quanto para o consumidor final. Os dados abrangem desde a floresta, passando pelas propriedades da madeira e os diversos processamentos industriais de acordo com suas utilizações, até os produtos finais.
Fluxograma do Guia da Madeira
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